Eu gostaria de compartilhar uma parábola com você.Entre a mocidade do país, começou um ressurgimento de interesse por alimentos. Foram oferecidas muitas teorias com dietas diferentes, que relatavam o que era melhor para comer, e como e quando comer cada coisa. E com essas teorias surgiram lealdades ferozes, pois comer é um assunto muito sério.
Um jovem disse: "Só grãos inteiros, com frutas e nozes". E a namorada dele acrescentou: "Legumes e frutas não se misturam". A sua companheira de quarto aceitou como verdadeiro: "Nenhuma vitamina C, mas muitas D e E". E o primo dela acrescentou: "Um dia de jejum a cada dez".
E ela tinha um amigo que trabalhava em uma loja de comida natural que disse: "Os minerais são a chave". E todas as noites ela triturava com seus dentes uma colher de sopa de terra de jardim, altamente anunciada e atraentemente empacotada.
Alguns descobriram propriedades curativas milagrosas em certas comidas, e durante algum tempo houve escassez de figos, caroços de abricó, manteiga de iaque, serragem e minhocas.
Mas se essas comidas pudessem ser modificadas para pôr para fora todas as suas qualidades naturais, elas poderiam até ficar melhores. Um jovem leu que as vitaminas ficam armazenadas dentro das paredes das células dos alimentos, e começou a preparar as suas refeições com um liquidificador. Misturava pão, fruta e queijo com germe de trigo, alga marinha e iogurte de morango, e cada uma das refeições dele saía como um grude acinzentado e nutritivo.
Então os hábitos dietéticos ficaram mais exóticos. Um homem muito sério aprendeu que certos iogues podem sobreviver só com o ar; e tentou isso durante um tempo. E teve um amigo íntimo que aprendeu uma prática antiga para virar o estômago de modo que a parede interna se tornasse a exterior, melhorando assim as secreções digestivas. Mas foi forçado a parar quando os vizinhos reclamaram dos sons incomuns.
Ora, a confusão foi causada pelo fato de que cada teoria era um pouco verdadeira. E as pessoas mudavam de dieta para dieta e sentiam-se culpadas porque continuavam gostando das coisas que não eram permitidas. Ainda assim, a lealdade com as suas dietas permanecia forte e, como sempre são essas coisas, cada um acreditou que a sua dieta atual era a panaceia para todo o gênero humano. E, entre todos os debates ouvidos por toda a terra, o mais frequente e inflamado era a questão dos vegetarianos contra a carne.
Um dia, um homem sábio chegou à cidade. Uma multidão reuniu-se ao redor dele e foram-lhe feitas perguntas de todo tipo. Perguntaram-lhe a respeito da mente, da alma, de Deus, das estrelas, do amor, do destino, e o significado da linguagem sânscrita. Esses eram tópicos não controversos. Entretanto, um jovem perguntou: "Eu devo comer carne?".
Um silêncio caiu sobre a multidão, porque isso era importante. O homem sábio respondeu com outra pergunta: "Como você se sente quando come carne?".
O jovem pensou por um instante, então disse: "Não muito bem".
E o homem sábio respondeu: "Então não coma". E houve um murmúrio de aprovação dos vegetarianos na multidão.
Então outro jovem levantou-se e disse: "Eu gosto de carne e me sinto bem quando como".
E o homem sábio disse: "Muito bem, então coma". E houve um murmúrio de aprovação dos amantes da carne. Então, as vozes ficaram mais altas e o debate começou novamente.
Então, o homem sábio começou a rir. No princípio era uma risadinha que acalmou a multidão séria de forma que várias faces foram vistas sorrindo. E a visão do homem sábio sentado na pequena plataforma rindo era tão contagiante que a multidão começou a rir com ele.
E, como acontece frequentemente, havia uma pessoa na multidão que tinha um riso especialmente engraçado, e isso divertiu tanto o homem sábio que ele começou a gargalhar de tal forma que quase caiu do assento.
E isso agradou de tal forma a multidão que uma gargalhada enorme surgiu e ecoou pelas ruas. E os que passavam por lá, sem conhecimento do que tinha causado aquilo, eram tão afetados pelo som agradável que paravam e uniam-se ao coro, até que uma grande multidão de pessoas rindo tinha-se juntado.
A visão e o som de tantas pessoas que se divertiam fizeram com que o homem sábio... bem, ele continuou sem parar até que nenhum dentre eles pudesse lembrar de ter tido um tempo tão agradável.
Mas a coisa mais agradável de tudo foi que, naquele dia, ninguém teve indigestão.
7 comentários:
Toda vez que venho aqui, leio e verdadeiramente exito, minha vida é salva! É claro que uma luz como todo o amor e sabedoria de Osho não poderiam deixar de serem gratificadas e reverenciadas. Mas a minha real gratidão e muitos dos ares que ainda expiro, devo com total devoção a quem é dono desse espaço. Você, seja quem for, fez da sabedoria, luz e amor de um mestre o Dharma da sua própria vida, porque salvar e encher de felicidade a vida de uma pessoa como a pessoa responsável por tudo isso faz com a minha, já é uma grande e enorme utilidade e prazer espiritual. Obrigado!
Junto a minha gratidão à gratidão do Anômino de cima.
Namestê!
^^
Quanta besteira.
Difícil de lutar contra a ignorância incutida por estes "gurus"
Ao primeiro e segundo comentaristas:
a generosidade e gentileza é toda de vocês, por visitarem e acompanharem o blog.
Eu é que fico extremamente grato por contar com a companhia de pessoas como vocês.
Grande abraço
Murilo H. Abreu - editor do blog
Anônimo,
Então faça melhor... em vez de criticar...
E um garoto ao ler essa ler essa párabola, nao resistiu e caiu junto na gargalhada.
OSHO É UM SER EXTREMAMENTE REVOLUCIONÁRIO QUE ACREDITO EU,VEIO E VIVE EM UMA DIMENSÃO, COMPLETAMENTE ALINHADA E DESOBSTRUÍDA DE QUAISQUER PRECEITOS E CONCEITOS EM QUE A PRÓPRIA HUMANIDADE E MUITOS OUTROS SERES DE OUTRAS DIMENSÕES JÁ FORAM CAPAZES DE CRIAR E IMAGINAR JUNTO A PRÓPRIA EXISTÊNCIA...
ONDE SOMENTE O AMOR E O RESPEITO PELO PRÓPRIO CAMPO MAGNÉTICO DA INGENUIDADE INCONSCIENTE QUE ENVOLVE CADA SER, SENDO ELE FÍSICO OU NÃO DA JUSTIFICATIVA PARA TANTA DEDICAÇÃO EM SUA BREVE EMANAÇÃO EM UMA GALAXIA TOTALMENTE ALIENADA A SUAS PRÓPRIAS PERCEPÇÕES DENTRO DE UM COLETIVO INFINITAMENTE DESOBSTRUÍDO, MAIS LIMITADO AO PRÓPRIO VEICULO QUE OS MOVE...
NAMASTÊ
ALEX A. NEME
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