Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física ou mentalmente ou em qualquer outro nível, quando toda atividade houver cessado e você estiver apenas sendo, isso é meditação. Não é possível fazê-la, não é possível praticá-la. É preciso compreendê-la.
Sempre que você conseguir, pare todo o resto e encontre tempo para apenas ser. Pensar também é fazer, concentrar-se também é fazer, contemplação é fazer. Mesmo que seja um único momento em que você não esteja fazendo nada e esteja apenas em seu centro, completamente relaxado, isso é meditação.
E quando você pegar o jeito, poderá ficar nesse estado por quanto tempo quiser. Com o tempo, poderá ficar nesse estado durante as 24 horas do dia.
Após ter experimentado esse estado de tranquilidade, então, aos poucos, você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado. Essa é a segunda parte da meditação. Primeiro, aprender a simplesmente ser, depois aprender pequenas ações: limpar o chão, tomar banho, mas sempre mantendo-se no centro. Depois você poderá fazer coisas mais complexas.
Por exemplo, estou me dirigindo a você, mas minha meditação não foi perturbada. Posso continuar falando, mas em meu centro não há sequer um ruído. Há apenas silêncio, silêncio absoluto.
Então a meditação não é contra a ação.
Sua vida continua e, na verdade, torna-se mais intensa, mais cheia de alegria, com maior clareza, mais visão e mais criatividade. Ainda assim, você está nas nuvens, um observador nas montanhas, apenas vendo o que ocorre a seu redor.
Você não é aquele que faz, mas sim o que observa.
Osho, em "Aprendendo a Silenciar a Mente"
Imagem por orb9220

7 comentários:
Essa é uma prática essencial para todos nós!!!
Como sempre, nos iluminando com suas mensagens!!
Beijocas em seu coração..
*verinha*
Gosteiii !!
Antes de prestar atenção no que Osho diz é preciso responder a uma pergunta básica: quando algo nos angustia, devemos mudar a realidade ou devemos evitar de nos angustiar? Aí sim vem a resposta que Osho sugere: devemos não nos angustiar. Mas a partir daí eu enxergo pelo menos mais duas perguntas: é possível não se angustiar totalmente? E, além disso, por que nós nos angustiamos afinal?
É preciso perceber que de acordo com esse princípio sugerido, de que não devemos nos angustiar, estaríamos até hoje na idade das pedras... o que me induz a crer que essa pergunta não tem uma resposta extrema e sim ponderada. Assim, na minha visão, o discurso do Osho não é equilibrado, pois devemos sim nos angustiar... já nascemos com esse impulso, nem temos escolha, pra falar a verdade. A angústia é uma característica fisiológica, é o que nos move - e mais nada. Devemos entender porque há esse impulso, qual sua necessidade?
Por outro lado, a angústia alguma hora pode saturar e assim prejudicar o propósito a que ela originalmente se destina. Então há um ponto de equilíbrio a ser buscado. Na minha visão, esse ponto parte da aceitação da angústia, pois ela vem antes da nossa própria vontade consciente. Então é preciso um outro tipo de inteligência para perceber a partir de quando a angústia começa a não ser mais eficiente, então é hora de "não fazer nada", de aceitar. Nesse momento, os fragmentos do discurso do Osho faz sentido.
Sendo assim, minha conclusão é que espero que Osho não esteja desequilibrando milhares de pessoas com sua visão fragmentada e, portanto, desequilibrada. Devemos ser ocidentais e orientais ao mesmo tempo.
Querido amigo Daniel D. Brotto:
Osho não poderia falar daquilo que fala sem o ter vivido. Se é possivel se angustiar totalmente, também é possivel não se angustiar totalmente. Entenda isto: Você não é vítima da angústia que não consegue controlar. Você produz angústia, ela vem somente de si, mas esse estado de angústia é alterável, apenas por você. Você está inteiramente no poder, só tem que compreendêlo, reconhecêlo e saber controlálo. Você pode ficar inteiramente focado a produzir angústia, ou inteiramente focado num estado de tranquilidade e amor. Só tem que compreender de que forma é que você fica angustiado (isto porque a maioria das vezes o fazemos inconscientemente). Entenda que a angústia é provocada pela sua mente. Pela forma como você lida com o momento presente. Quando você ultrapassa a parte de você que rejeita o momento ou a situação, você nessa altura é consciente do momento presente, e você tem amor pelo momento presente, não necessita de criar angústia, porque está aberto ao momento. Dessa forma você pode ficar totalmente sem angústia, e eu acredito que seja possivel fazer isso em todas as situações possíveis. A ausência de angústia é uma tranquilidade, uma sensação de liberdade, felicidade, pois você é livre nesse momento da sua própria estrutura mental, onde residem as suas ideias. Não temos que pensar para ser. Tente ser consciente do momento presente e verá o que é que lhe impede de o fazer. E tente aceitar o momento presente e verá também o que é que o impede de aceitar. Em relação à outra questão que fez, eu entendo o seu ponto de vista, mas veja agora o meu: Se não for a angústia a promover o desenvolvimento, é o amor a promovêlo. Quando você se encontra nesse estado de amor e aceitação pelo momento presente, sem angústia, você não fica simplesmente parado, sem se desenvolver. Muito pelo contrário, você vai de encontro às experiências, e vai vivendo sem rejeitá-las. Quando você se encontra em estado de amor e aceitação, em vez de egocentrismo e tentativa de acomodação, você então é movido a agir pelo amor que você sente. Porque você vê onde é necessário agir. Você vê onde é que há e onde é que falta a harmonia e o amor que você pode dar, e você tem vontade de viver com o que você tem, e espalhar tudo isso, com a sua tranquilidade e o seu estado de ser por todas as suas experiências, espalhar a sua felicidade por tudo e todos, e qualquer necessidade que surja, você está pronto e lançado para agir com amor a essa necessidade. Com todas as necessidades que surgiram desde a idade da pedra, com certeza que não estaríamos sem evoluir até hoje, mesmo que as pessoas soubessem ficar sem angústia nessa altura. Entenda que eu ou você podemos não ter nenhuma necessidade, mas se os outros tiverem necessidades, nós agimos em função deles, para eles. Contudo, se passámos por este período de incompreensão e estivémos sem saber viver sem angústia, em amor e aceitação, foi por alguma razão. Com certeza que vamos aprendendo com os nossos erros aos poucos. A angústia revela por si só alguma necessidade, que não pode ser satisfeita através de coisas exteriores. Quando você produz angústia, este sentimento revela-lhe que você não esta a ter a melhor atitude, porque é uma atitude sua que lhe causa sofrimento (mesmo que você pense que o erro é do outro). Nós podemos ser amor em atitudes.
Paulo, gostei muitissimo de seu comentário. Vc percebe claramente a visão de Osho.Se as pessoas se empenhassem mais em aprender a dominar seus sentimentos, através do controle mental, com toda certeza esse mundo seria bem melhor e cheio de amor, sem tanto louco solto.O que tem gerado tantas guerras é justamente a falta de equilibrio mental.Osho é sem dúvida um grande mestre!!!Eu,estou sempre me aprimorando e crescendo em seus ensinamentos.
Abraçossss...
Agradeço ao idealizador deste site, que me proporciona todos os dias boas idéias para minha vida. Valeu
Eu que agradeço, Ana, pelas suas visitas e pelo carinho e gentileza de todos os leitores do blog.
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