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Enfrente o último tabu

Deus não é, na verdade, o ponto central da inquirição religiosa - a morte é. Sem a morte, não haveria religião nenhuma. É a morte que faz o ser humano buscar o transcendental, a imortalidade.

A morte nos cerca como o oceano cerca uma pequena ilha. A ilha pode ser inundada a qualquer momento. O momento a seguir pode nunca acontecer, o amanhã pode nunca chegar.

Os animais não são religiosos pelo simples fato de que não têm consciência da morte. Eles não podem se imaginar morrendo, embora vejam outros animais morrendo.

Trata-se de um salto quântico ver um ser morrendo e concluir: "Eu também vou morrer". Os animais não estão tão alertas, tão conscientes, a ponto de chegar a essa conclusão.

E a maioria dos seres humanos é também subumana. Um homem só é maduro quando ele chega a esta conclusão: "Se a morte acontece para todo mundo, eu não posso ser uma exceção". Depois que essa constatação cala fundo no seu coração, a sua vida pode nunca mais ser a mesma.

Você não conseguirá continuar apegado à vida assim como antes. Se ela um dia será tirada de você, então para que ser tão possessivo? Se ela vai acabar um dia, então para que se apegar e sofrer?

Se a vida não vai durar para sempre, então por que ficar infeliz, angustiado, preocupado desse jeito? Se ela está escoando a cada dia que passa, não importa quando ela vai acabar. Então o tempo não tem importância - hoje, amanhã, depois de amanhã, a vida vai escorrer pelos vãos dos nossos dedos.

Osho, em "O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte"

15 comentários:

Marilisa Peeters disse...

Puxa Murilo, nem me deu tempo de avisar...
Indicação mais do que merecida, viu? Esse blog me dá muitas luzes e direções.
Agora quero ver o selinho aqui, tá??
bjs e parabéns!!

Reyel disse...

Pois é a bendita morte... Osho disse tudo, ou pelo menos disse muito. Não há certeza absoluta de nada do que há de vir, o que dizemos crer é apenas esperança, pois não há provas. A ciência é que requer provas, mas a fé não, pois a fé não se baseia em provas, e sim na esperança.

Bênçãos.

Andrea Mari disse...

amei tudo por aqui, to seguindo! obrigada,o q encontrei era o que procurava,ou que estava atras de mim para eu escutar...enfim acabei aqui!bjosss

angela disse...

A consciencia da morte nos humaniza e relativiza as questões da vida.
beijos

angel disse...

A morte é a única certeza da vida.
Angel

Eu Seja lá Quem For de Sousa disse...

A consciência da morte liberta-nos para a vida !

swami , alok surdar disse...

esse é o relaxamento que propicia a integração,o entendimento da morte faz de leela uma aventura e conecta a realidade do ser permitindo que esse ser veja com seus proprios olhos a dualidade.

Malu disse...

É incrível como as pessoas passam a vida inteira temendo a MORTE e esquecem de viver a VIDA...
Ambas são nossas certezas.
Vivamo-nas de maneira intensa cada uma delas com suas peculiaridades.
Abraços sempre

Barbara Bastos disse...

Parabéns pela forma como escreves e como escolhes os textos que posta. Transmite sentimento e emoção. Adorei teu blog. Voltarei aqui mais vezes.
Passa lá no nosso cantinho!!!
Bjs
Barbara

busquesantidade disse...

Sonhei esses dias com minha morte, eu assisti a tudo o que estava acontecendo. Confesso que acordei muito esquisita e meio ressabiada com tudo o que vivi em sonho, já que sonhar é viver. Mas passou! Acordei. Rsrsr... Abraço. Lourdes Dias

Anônimo disse...

Essa é forte: Deus não é ponto central da religião e sim a morte. Se todos conhecessem a morte ninguém buscaria igreja... tá na hora de mudarmos nossos conceitos...

Josef Portugal disse...

Morrer é o lado obscuro mistério da existência. Vista deste lado, a existência iluminada cativa-nos demais. Não admira que a gente não queira sair de cena. Do outro lado não sabemos nada. Deste lado somos um eu consciente, que mesmo a dormir se acha o mesmo eu. Acredita até nas aventuras inverosímeis que por vezes vive, em sonhos.
Tememos perder essa identidade tão perseverante, quando passarmos para o lado obscuro do mistério da existência.
No sono com sonhos, o eu está lá. No sono sem sonhos o eu não está lá... Esse lapso de inexistência do eu acontece-nos todas as noites.
A morte pode conter a existência do eu - a isso estamos totalmente habituados. Ou pode conter a inexistência do eu - e a isso também estamos totalmente habituados (cada noite isso nos acontece). E não tem nada de mais.

Anônimo disse...

A morte é só o portal dourado para uma vida mais ampla.

Anônimo disse...

jão paulo- maceió : maravilhoso texto ;osho fala em poucas palavras o que muistos pregadores nõa dizem em uma vida(em sua maior parte é não vivida),eu não sou religioso porque não dou a minimapara a morte;fico pensado se todos tivessem tal consciencia ñao existiria religião mas sim pessoas vivenvo de verdade.

Anônimo disse...

a morte é a liberdade

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