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O eterno em nós

Vivemos flutuando no mar do ego.

Nós construímos uma vida baseada no projeto desenhado por arquitetos estranhos a nós, enchemos ela de móveis ditados pela moda dos outros, dançamos e choramos e rimos por sentimentos dos outros, pensamos com a mente dos outros, assumimos e defendemos as ideias dos outros.

Muito pouco, ou nada, é realmente nosso. Mas toda essa vida é artificial, limitada, e tem um fim previsível e inevitável: a morte.

E então? De que maneira nos justificamos neste mundo? Buscando e encontrando o verdadeiro, o eterno em nós. Aquilo que sobreviverá à morte, que somos nós mesmos, nosso Eu. Essa porção de existência que há em nós e que quando chega a morte simplesmente retorna ao Todo mas não desaparece.

Iremos continuar flutuando nos rios dos outros, vivendo vidas de outras pessoas, ou começaremos a nadar em nosso próprio riacho, onde a beleza nos surpreende a cada momento e que segue até o mar nos braços do amor e da compaixão?

Vamos continuar a viver na segurança falsa e confortável ou escolheremos a aventura imprevisível mas enriquecedora que é viver? Buscaremos o eterno em nós?

Osho, em "La pasión por lo imposible"

14 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Ola!

Navegando daqui para ali, achei seu blog. Vou aproveitar e vou segui-lo. Estou divulgando o meu, o Genizah. Quando tiver um tempinho, faça uma visita!

A Paz do Senhor!

Danilo

http://genizah-virtual.blogspot.com/

Verônica Cobas disse...

Cada vez mais penso nisso e assim. Cada vez mais faço escolhas que me levam à ideias que compreendo como amor e compaixão. Se estou certa? Não sei. Se estou no caminho certo? Também não sei. Mas me conforta imaginar que sim. bjs. Veronica

www.criativesse.blogspot.com

bruxamarytsha disse...

Sempre sábias palavras, o caminho do encontro consigo mesmo, é difícil, tem que se olhar todas as nuances, trabalhar o que é negativo, para poder abraçar o eterno em nós, mas é sempre uma grata surpresa, beijocas

Clotilde S. disse...

Parece sempre mais fácil seguir o caminho que já foi trilhado. Arriscar a autenticidade e a individualidade do Eu é sempre muito mais complicado. Mas vamos tentando...

Beijinhos, amigo!

Namastê!

Clo

Joka disse...

Maior viagem !!!! Mas real rsrsrs Valeu

Anônimo disse...

Viver é a arte de criar uma sintonia íntima que nos leva a comungar de tudo o mais.

Delirius disse...

Ai, Murillo esta foi forte, menino!

É não temos outra alternativa senão escolher essa aventura do viver, buscando o tal eterno, em nós!

Brigada, esta valeu mesmo a sério!
Beijo

Palavras de Osho disse...

Linda essa palavra: namastê...

sarasvati disse...

Sempre fui desalinhada. Dificilmente represento o gosto alheio.

Falta-me levar, no entanto, fazer o mu riacho encontrar o curso certo, pois da morte tenho consciência desde cedo.

Obrigada por mais esta partilha.

Fique em Paz.

sarasvati disse...

meu riacho* não mu riacho.

desculpem. :)

MaAzBel disse...

Passei pelo blog, não quero deixar de dar os parabéns pelo blog

Anne Lieri disse...

Não posso deixar de dizer que meu ego é enorme e preciso sempre estar baixando a bola dele...rsss...excelente texto!

Suh disse...

Possuímos tudo de melhor dentro de nós...cabe a cada um...trabalhar para explorar todos os pontos negativos transformando-os em positivos e assim, viver mais leve e feliz...depende de nós!
Gostaria de seguir teu bolg, mas está ocorrendo um erro na configuração, não abrindo a página totalmente, espero que volto logo ao normal.
;)

Palavras de Osho disse...

Suh:

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